quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A loucura como estigma


A loucura está estigmatizada em nossa sociedade. As pessoas já tem uma resposta formada quando alguém pergunta “O que é loucura?”.
O louco já tem sua marca, para sociedade o louco está fora da realidade, não é uma pessoa normal, age de forma estranha. O louco não tem viseira, ele diz o que pensa.
A loucura é a rejeição de um mundo preestabelecido e moldado, normalmente os loucos expressam seu verdadeiro ser. Os loucos são os que sabem olhar o mundo com os olhos da realidade. Por isso que são reprimidos pela sociedade.
Seguimos padrões, e há um padrão do que é ser normal. Às vezes as pessoas deixam de ser o que são para cumprir as expectativas dos outros.
A loucura também pode acontecer quando a pessoa sofre repressão. Muitas pessoas ficaram loucas por ter sofrido preconceito. A pessoa internaliza aquilo que todos estão dizendo e torna um estigma. O grande problema é quando a pessoa aceita o que estão dizendo. A sociedade cria em cima dos atributos as características. 
Uma pessoa normal é cercada de várias barreiras, sabe o que pode fazer e o que não pode. E quando faz algo estranho, automaticamente é visto como louco.
João Frayze-Pereira discute a questão da loucura em seu livro “O que é loucura”. Segundo o livro “a loucura é a perda da consciência do próprio ‘eu’.”
Uma pessoa chega à loucura a partir do momento que vai perdendo a consciência do próprio ‘eu’. Quando a pessoa perde sua identidade, a vida não tem mais sentido, então não se importa com que as pessoas vão dizer. O louco não tem nenhuma censura, não tem superego.
Para Foucault “A loucura só existe em relação à razão”. Em seu livro História da Loucura, Foucault apresenta o fenômeno da loucura desde o Renascimento até o seu total estabelecimento na sociedade. Sendo que, não só a maneira de o homem lidar com a loucura sofreu transformações com o passar dos séculos, mas também o modo como esta foi encarada pela razão.

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